Heraldo Pereira, jornalista
e bacharel em Direito moveu processo contra Racismo, contra o colega jornalista
Paulo Henrique Amorim. Quando disse que era
"negro de alma branca" e que não conseguiu revelar nada além de ser
"negro e de origem humilde". Paulo Henrique Amorim foi condenado por
injúria contra Heraldo Pereira.
Em entrevista na GNT no
programa Marília Gabriela, Heraldo Pereira falou que o Brasil foi um dos últimos países a
terminar com a escravidão. E que o Racismo no Brasil se manifesta mais através
do “Racismo de 2° grau” que é aquele tipo de racismo que o não negro fala, você
sabe com quem está falando? E a Gabriela perguntou o que seria o “Racismo de 1°
grau” ele definiu sendo aquele que a pessoa é direta e diz aqui negro não
entra.
Afirmou que o Racismo de 2°
grau acontece por que o Branco se sente incomodando com o negro “fora do lugar”
que o branco queria e completou dizendo o Brasil foi um dos últimos países a
terminar com a escravidão. Em outras palavras ele fundamenta historicamente e sociologicamente
por que do país ainda ter racismo. E em uma das falas disse que quando a pessoa
fala que no Brasil não tem Racismo, mostra o quanto nosso país ainda é racista.
Heraldo Pereira também disse
que se todo caso de Racismo chegasse aos tribunais teria uma mudança positiva
no país, mas também falou que tem consciência das dificuldades do negro em
entrar em uma delegacia, e sabe que dentro da polícia ainda existe muito a
cultura do negro ser o “bandido”. Entre outros motivos que embargam as pessoas
terem acesso ao judiciário.
E em um relato emocionado
disse que são as mulheres negras que são mais discriminadas e também que são
elas as mais fortes que carregam as famílias para frente. Comentando do
problema do alcoolismo entre os homens negros e que são as mulheres que lavam,
passam e cozinham e sustentam a família na ausência deste homem.
Ao ser perguntando por que
os movimentos do negro não se manifestaram no caso dele, ele disse que acredita
ser por questões políticas. Mas que ele era uma pessoa adulta e que estava
fazendo a defesa dele. E que respeita o trabalho que os movimentos do negro
fazem.
Essa foi só uma reflexão,
comentário, destaque, que eu fiz baseado em uma hora de entrevista de fatos e histórias. Lamentavelmente
o homem gosta de rotular para separar, aguardo um dia que o homem supere esse
tipo de atitude e possa viver em paz com as diferenças que faz do mundo tão
bonito.
Texto de RMOL